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ESCOLA PROF. ROBERTO HERBSTER GUSMÃO
FUNDAÇÃO ZERRENNER

A escola é o lugar da busca do conhecimento, do convívio com a interrogação. Cooperativamente com a família, cabe à escola contribuir para a construção da cidadania e da autonomia, preparando indivíduos para uma maior capacidade de reflexão, valorização da diversidade e respeito ao outro.

Recém-construída, a Escola da Fundação Zerrenner, uma organização sem fins lucrativos da Ambev Brasil, busca enaltecer o processo humano do questionamento, valorizar o convívio, a troca e as múltiplas possibilidades de apropriação do espaço.

A escola foi construída em um grande terreno na Avenida Cornélio Viana, periferia da cidade, com a paisagem da serra de Santa Helena ao fundo. O terreno e seus arredores estão situados em uma área rural e sua população residente é predominantemente de baixa renda. Sem alterar o perfil dos moradores, o entorno passa por uma transformação positiva, devido, também, à arquitetura das novas estruturas educacionais, esportes e complexo cultural. Por trás dessa capacidade transformadora está a ideia de que diferentes atividades podem coexistir em harmonia. Neste sentido, o projeto é muito significativo e, portanto, foi concebido como um gesto único, que convida e saúda.

Visto a partir da Avenida, o complexo é definido por um grande pórtico curvo, que catalisa as saudações de boas-vindas. Estendendo-se paralelamente à avenida, este elemento indica o acesso e articula internamente os principais volumes.

O complexo é composto por 3 blocos: Escola primária e secundária para o sul, Escola Técnica para o norte. No centro está o bloco do auditório e ginásio, permitindo funções externas e internas.

A distribuição dos volumes respeitou a orientação norte-sul, favorável para o uso educacional. Além disto, suas formas vazadas são permeáveis aos ventos da região, beneficiando o conforto térmico. Todo o projeto foi concebido de forma padronizada e racional de modo a facilitar sua execução com maiores ganhos no processo construtivo.

No centro do terreno uma grande praça une os três blocos. Nela coexistem diversos usos: de um lado, a área institucional, do outro, a área esportiva. Uma grande torre d´água, com um relógio, coroa o espaço, gerando um elemento de imagem forte: referência para escola e para a cidade.

O bloco do Ensino Fundamental e médio compõe-se de dois pavimentos. No pavimento térreo, a varanda abre múltiplas possibilidades de convívio e dá continuidade ao paisagismo proposto.

Este grande pilotis é pontuado por núcleos de circulação vertical generosos, possibilitando acesso direto e claro às diversas partes do edifício. Distribuídos neste espaço, estão os ambientes de serviço, do quadro pedagógico e as salas de aulas especiais. No centro, o restaurante gera um núcleo de vivência e atende toda a unidade educacional.

No primeiro andar estão 30 salas de aula e áreas de apoio. Com fechamento em vidro, abrem-se para a circulação. Esta adquire um caráter nobre, voltando-se para fora, proporcionando percursos para fruição da paisagem e, ainda, possibilitando uma separação entre ensino fundamental e médio. A sensação de continuidade é reforçada por uma envoltória leve, composta por painéis pivotantes de brises horizontais. Eles contribuem para redução da temperatura por meio do sombreamento e da canalização dos ventos.

O bloco do Ensino técnico possui configuração funcional e formal semelhante ao bloco do Ensino Fundamental. O térreo abriga a biblioteca e todo o setor administrativo. O primeiro andar abriga 10 salas, com 35 alunos por sala, e áreas de apoio.

O terceiro bloco, central, abriga o auditório e o ginásio. De forma mais solene e monumental, abre a escola a um público mais amplo, com seu acesso podendo ser realizado de maneira independente da escola.

O foyer do auditório é visível desde a Avenida Cornélio Viana. A partir deste espaço generoso, tem-se acesso ao auditório de 500 lugares. Um café localizado no mezanino recepciona os visitantes e gera um espaço de convívio extra.

Aos fundos, este bloco abriga o ginásio, para 1000 pessoas. Voltado para a praça central, sua fachada posterior, composta por grandes portas de correr, permite a conexão entre interior e exterior.

No total, a área construída proposta é de aproximadamente 19.000 m² com uma taxa de ocupação de cerca de 35%. Serão mais de 8.000 m² de área verde, além da área não não edificável e da área institucional que correspondem a mais de 7.000 m². Quando estiver totalmente ocupada, a escola pode servir a mais de 2500 alunos.

Aberto para o uso em 2016, o edifício inaugura a sua função como uma instituição do conhecimento e da melhoria social.

Arquitetura

Gustavo Penna, Laura Penna, Norberto Bambozzi, Alice Leite Flores, Alyne Ferreira, Ana Isabel de Sá, Bárbara Novais, Catarina Hermanny, Carolina Castro, Eduardo Magalhães, Fernanda Tolentino, Fernando Artigas, Gabriel de Souza, Henrique Neves, Hiromi Sassaki, Isadora Dawson, Ivan Rimsa, Jordana Faria, Julia Lins, Juliana Ferreira, Larissa Freire, Leticia Carneiro, Marcus Flávio Martins, Michelle Moura, Naiara Costa, Naim Korqa, Oded Stahl, Patrícia Gonçalves, Paula Salum, Raquel de Resende, Sarah Fernandes

Gestão e Planejamento

Risia Botrel, Isabela Tolentino e Taimara Araújo

Local

Sete Lagoas – Minas Gerais – Brasil

 

Dados Técnicos
Ano do projeto: 2011

Ano de conclusão da obra: 2016
Área construída: 25.808m²


Fotos

Jomar Bragança