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Casa Amendoeiras

A concepção da Casa Amendoeiras parte da necessidade de integração e diálogo com o contexto natural, ora através de volumes solidamente assentados na terra ora integrando-se, diluindo-se nela, por meio de transparências, de continuidades espaciais e visuais.

Não se busca um sistema racionalista de coerência construtiva e formal; mas evidencia-se e incorpora-se ambigüidades basicamente de duas ordens:

Dois pavilhões se interceptam ortogonalmente, gerando um espaço (estar), quase uma sombra, que se amplia e deixa passar a paisagem. Aqui a transparência é total, e através das aberturas e da continuidade do piso, eliminam-se as distinções entre interior e exterior.

Já nos demais volumes, uma postura mais sólida é enfatizada. As aberturas transformam-se em janelas e, em vez de transparência, encontramos muito mais cheios do que vazios.

São ambigüidades reafirmadas na opção por um repertório, imagens e fragmentos arquitetônicos variados, síntese de uma composição plástica de caráter eclético, porém articulado por meio de um rigor e controles geométricos que asseguram à massa edificada um sentido de unidade.

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Nome do projeto: Casa Amendoeiras
Arquitetura: Gustavo Penna, Alexandre Bragança, Délio Brandão Cardoso, Norberto Bambozzi
Local: Condomínio Estância das Amendoeiras – Lagoa Santa – Minas Gerais – Brasil
Ano do projeto: 1993
Ano de Conclusão da Obra: 1993
Área Construída: 600m2
Fotógrafo: Gil Prates